08 novembro 2012

Mania de explicação






Sucesso
...é quando você faz o que sabe fazer só que todo mundo percebe.
Vergonha
...é um pano preto que você quer se cobrir naquela hora
Angústia
...é um nó muito apertado bem no meio do seu sossego.
Preocupação
...é uma cola que não deixa o que aconteceu ainda sair do seu pensamento.
Desespero
...são dez milhões de fogareiros acesos dentro da sua cabeça.
Irritação
...é um alarme de carro que dispara bem no meio do seu peito.
Lembrança
...é quando, mesmo sem autorização, o seu pensamento reapresenta um capítulo.
Pressentimento
...é quando passa em você o trailer de um filme que pode ser que nem exista.
Sentimento
...é a língua que o coração usa quando precisa mandar algum recado.
Amizade
...é quando você não faz questão de você e se empresta pros outros.
Desculpa
...é uma frase que pretende ser um beijo.
Beijo
...é um carimbo que serve pra mostrar que a gente gosta daquilo.
Gostar
...é quando acontece uma festa de aniversário no seu peito.
Certeza
 ...é quando a idéia cansa de procurar e pára.
Saudade
...é quando o momento tenta fugir da lembrança para acontecer de novo e não consegue.
 Indecisão
...é quando você sabe muito bem o que quer mas acha que devia querer outra coisa.
 Paixão
...é quando apesar da palavra perigo o desejo chega e entra.
Ansiedade
...é quando faltam cinco minutos sempre para o quer que seja.
Amor
...é quando a paixão não tem outro compromisso marcado.

31 outubro 2012

Outubro Rosa

Outubro foi rosa pra todo lado, um segredinho pra quem me viu muito de rosa, nao é minha cor predileta nao, rosa é feminino é delicado, mas vejo no rosa um discurso de que sou princesa, sou frágil, meio boneca de porcelana, nada contra os apaixonados pela cor rosa, conheço muitas adeptas da cor que são mega forte, decididas.Eu gosto de tons fortes alegres, eu gosto do colorido. Meu outubro foi cor de rosa , no entanto eu tive que ser forte como as mulheres que lutam contra o câncer. A vontade da vida, o cultivo pelo belo, a prioridade pelo essencial e a se importar com o que realmente importa, sem perder tempo.  Findando hoje o  #outubrorosa  e estou exausta, mas com a esperança do mês vindouro que já esta chegando ai.

Pra vocês algumas imagens que marcaram o meu mês.

P.s auto exame sempre.










04 outubro 2012

Afinidade

Afinidade (Artur de Távola)

“Afinidade é um dos poucos sentimentos que resistem ao tempo e ao depois. A afinidade não é o mais brilhante, mas o mais sutil, delicado e penetrante dos sentimentos. E o mais independente também. Não importa o tempo, a ausência, os adiamentos, as distâncias, as impossibilidades. Quando há afinidade, qualquer reencontro retoma a relação, o diálogo, a conversa, o afeto no exato ponto em que foi interrompido. Ter afinidade é muito raro. Mas quando existe não precisa de códigos verbais para se manifestar. Existia antes do conhecimento, irradia durante e permanece depois que as pessoas deixaram de estar juntas. Afinidade é ficar longe pensando parecido a respeito dos mesmos fatos que impressionam, comovem ou mobilizam. É ficar conversando sem trocar palavras, é receber o que vem do outro com aceitação anterior ao entendimento. Não é sentir contra... Nem sentir para... Nem sentir por... Nem sentir pelo... Afinidade é sentir com. Sentir com é não ter necessidade de explicar o que está sentindo. É olhar e perceber... É mais calar do que falar, ou, quando falar, jamais explicar: apenas afirmar. Afinidade é ter perdas semelhantes e iguais esperanças. É conversar no silêncio, tanto nas possibilidades exercidas quanto das impossibilidades vividas. Afinidade é retomar a relação no ponto em que parou sem lamentar o tempo de separação. Porque tempo e separação nunca existiram, foram apenas oportunidades dadas pela vida.”

21 setembro 2012

É Primavera



Chegou!
A primavera.
Que traga sua beleza e seu esplendor.

Pra receber a nova estação, cortei os cabelos.
Primavera
Cecília Meireles
A primavera chegará, mesmo que ninguém mais saiba seu nome, nem acredite no calendário, nem possua jardim para recebê-la. A inclinação do sol vai marcando outras sombras; e os habitantes da mata, essas criaturas naturais que ainda circulam pelo ar e pelo chão, começam a preparar sua vida para a primavera que chega.


Finos clarins que não ouvimos devem soar por dentro da terra, nesse mundo confidencial das raízes, — e arautos sutis acordarão as cores e os perfumes e a alegria de nascer, no espírito das flores.

Há bosques de rododendros que eram verdes e já estão todos cor-de-rosa, como os palácios de Jeipur. Vozes novas de passarinhos começam a ensaiar as árias tradicionais de sua nação. Pequenas borboletas brancas e amarelas apressam-se pelos ares, — e certamente conversam: mas tão baixinho que não se entende.

Oh! Primaveras distantes, depois do branco e deserto inverno, quando as amendoeiras inauguram suas flores, alegremente, e todos os olhos procuram pelo céu o primeiro raio de sol.


Mas é certo que a primavera chega. É certo que a vida não se esquece, e a terra maternalmente se enfeita para as festas da sua perpetuação.

Algum dia, talvez, nada mais vai ser assim. Algum dia, talvez, os homens terão a primavera que desejarem, no momento que quiserem, independentes deste ritmo, desta ordem, deste movimento do céu. E os pássaros serão outros, com outros cantos e outros hábitos, — e os ouvidos que por acaso os ouvirem não terão nada mais com tudo aquilo que, outrora se entendeu e amou.

Enquanto há primavera, esta primavera natural, prestemos atenção ao sussurro dos passarinhos novos, que dão beijinhos para o ar azul. Escutemos estas vozes que andam nas árvores, caminhemos por estas estradas que ainda conservam seus sentimentos antigos: lentamente estão sendo tecidos os manacás roxos e brancos; e a eufórbia se vai tornando pulquérrima, em cada coroa vermelha que desdobra. Os casulos brancos das gardênias ainda estão sendo enrolados em redor do perfume. E flores agrestes acordam com suas roupas de chita multicor.

Tudo isto para brilhar um instante, apenas, para ser lançado ao vento, — por fidelidade à obscura semente, ao que vem, na rotação da eternidade. Saudemos a primavera, dona da vida — e efêmera.

Na varanda de casa


Texto extraído do livro "Cecília Meireles - Obra em Prosa - Volume 1", Editora Nova Fronteira - Rio de Janeiro, 1998, pág. 366.

02 setembro 2012

90dias



De hoje a 3 meses é meu aniversário *--*
E parafraseando a escritora Ana Jácomo , que assim seja.



Imagem de hoje, a flor  envelhecendo com sua beleza.


“Quero fazer o meu coração arrepiar mais frequentemente de ternura diante de cada beleza revista ou inaugurada. Quero sair por aí de mãos dadas com a criança que me habita, sem tanta pressa.
Preparando surpresas. 
Bordando delicadezas no tecido às vezes áspero das horas. 
Reinaugurando gestos de companheirismo. 
Sem deixar nada para depois. 
Depois é um tempo sempre duvidoso. 
Depois é distante daqui.
Depois é sei lá. 








A espera do tempo para florir

01 setembro 2012

7mbro



Começou \0/.
Eu esperei setembro como uma criança espera a mamãe chegar de uma viagem. Aquela expectativa da chegada, do encontro, dos abraços e de receber os presentes.
Agosto é um mês que particularmente não simpatizo muito, acho parado, duvidoso, nem feriado tem, ele é extenso e cheio de dias cinzas, frios. Eu gosto do frio pra dormir, mas fora isso ele me deprime. Eu gosto do sol, das nuvens, da brisa, das flores e do colorido que vem surgindo com SETEMBRO.
Coincidência ou não setembro começa com o número SETE, é o número da perfeição. Bem hoje no dia sétimo eu tirei a foto que eu intitulo a foto mais linda da minha vida.
Eu que esperei tanto setembro, recebi de presente essa perfeição de manhã de imagem. Só por essa visão já tenho motivos para festejar setembro inteiro.



31 agosto 2012

31 o fim de agosto.


Agosto parecia não ter mais fim.

Mas hoje é 31. Foi-se. \o/


Que chegue assim SETEMBRO!


A felicidade as vezes vem ao seu encontro, mas as vezes você precisa ir em busca dela.